O período de seca têm castigado a população de Juiz de Fora. O calor fez parte da rotina da cidade por poucos dias, mas a falta de umidade no ar foi motivo de reclamação de quem vive ou passou por aqui.
Garganta seca e constantes problemas de respiração atacam desde crianças até os mais idosos. Nos dois últimos dias a temperatura caiu bastante-chegou a cair 20 graus em apenas 24 horas. Na segunda-feira, o termômetro instalado no aeroporto registrava 35 graus. Na terça-feira, ao meio-dia, o equipamento registrava 15 graus. A mudança, que foi provocada pela frente fria que chegou na cidade esta semana, não trouxe o menor sinal de chuvas, apesar do céu constantemente nublado e o frio repentino, com muitos ventos. Mas o clima em Juiz de Fora, apresenta duas estações bem definidas, sendo o período que vai de outubro a abril, marcado por temperaturas mais altas e maiores precipitações pluviométricas. Assim, as chuvas são esperadas para o início do próximo mês, junto com o aumento da temperatura.
No início do ano, as chuvas castigaram a região. O bairro Industrial, na zona norte, chegou a ficar inundado pelas chuvas no mês de janeiro. O saldo da Defesa Civil foi de 561 pessoas desalojadas em decorrência da chuva dos cinco primeiros dias do ano.
Outro problema grave é o das queimadas. Com o clima seco e a falta de chuvas, vários incêndios estão destruindo matas e áreas verdes da cidade. Próximo à Faculdade Estácio de Sá, pudemos observar dois focos de incêndio na última semana. Uma grande área verde também foi destruída no bairro Bom Pastor há cerca de duas semanas. A conscientização da população é fundamental para que os riscos de queimadas sejam diminuídos. Cigarros são umas das maiores causas de incêndios na cidade e também nas estradas.
